He was a boy
She was a girl
Can I make it anymore obvious?
CAPITULO 1 - Indiferença
Eles cresceram no mesmo bairro e se conheciam de vista, mas não se falavam.
No ginásio, ela entrou pra escola onde ele estudava.
A indiferença mútua não durou muito tempo...
Ela era o patinho feio se transformando em cisne.
Segura em suas qualidades e intelecto. Talvez graças ao tratamento familiar e aos elogios que costumava receber por se destacar entre as garotas da sua idade e possuir um talento musical (ela cantava) que não se vê em qualquer esquina.
Ele era filho único e mimado (claro!). Muito inteligente e seguro de si também. Bonito, pegava todas as menininhas da cidade. Ok... todas não. Só as que ele queria. Podia escolher. Rodeado de amigos, naquele estilo dos "populares em high school" bem como os filmes e seriados americanos costumam mostrar.
Pois bem... estudando na mesma escola, ela ouvia falar muito dele. Suas amigas o achavam o máximo, ficavam comentando que era um dos mais bonitos e tal...
Ela, blasé, se surpreendia: Vcs estão falando daquele garoto? Eca... Ele é gordinho!!! Eu conheço... a avó dele mora perto da minha casa. Ele vive por lá!
Convicta de suas opiniões, ela pouco se importava com a tal popularidade do guri e não pretendia nem imaginava se aproximar dele.
E ele também estava muito bem em seu mundinho sem ela, obrigada.
Acontece que ela mantinha laços com um tio dele... especialmente a esposa do tio. O casal freqüentava a mesma Igreja da família da guria, no bairro mesmo (onde desenvolveu seu talento musical).
Esse tio dele era membro do grupo musical oficial da Igreja. A guria era solista independente.
Ele, o guri, começou a tocar violão e ela nem sabia.
Por esse motivo, ele acabou indo parar na tal Igreja do bairro e fazendo parte do grupo musical com o tio.
Durante os cultos, as pessoas comentavam com ela que ele a olhava demais. Mas ela não dava muita atenção, e quando ía conferir, ele desviava o olhar.
Eles se viam na escola e na Igreja agora. Mas sem trocar uma palavra.
CAPÍTULO 2 - A aproximação
Uma noite, sabe lá Deus o porquê, ela sonhou com ele. No sonho, o guri a abordava na escola, do nada... dizia algo bonito e a beijava naturalmente como se fossem namorados. A guria acordou assustada numa manhã de sábado, se perguntando porque sonharia com um guri que nem falava, nem achava bonito...
Mas o beijo do sonho começou a martelar demais em seus pensamentos e provocar sensações que ela não entendia e/ou preferia não acreditar.
Depois do sonho, eles se viram na casa dos parentes dele. Essa parte da família dele conhecia a família por causa da Igreja e tinham amizade, apesar de os dois nunca terem se aproximado.
Era aniversário de alguém e os dois estavam no pequeno evento familiar.
Foi um dia de culto na Igreja também. A guria foi à Igreja e depois ao aniversário.
Chegando lá, ele estava. Lembrando do sonho, o coração dela disparou e ela detestou (justo ele?!).
Esse lance do coração disparar virou regra quando ela o via onde quer que fosse, não interessando a distância entre os dois. Bastava que ela o reconhecesse na rua.
Nesse dia, do aniversário, ele puxou assunto com ela pela primeira vez. Ele perguntou se o grupo musical comentou a falta dele e do tio... ela respondeu.
Ele puxou mais algum assunto e a partir daí eles não pararam mais de conversar quando se viam.
Na escola nem tanto porque, ela era meio turista... Os professores achavam até que era algo pessoal, porque apesar disso, ela era boa aluna e tirava boas notas.
O tio dele a convidou pra fazer parte do grupo musical e ela aceitou. Depois ela descobriu que o tio torcia pra ela namorar o guri.
A desculpa começou a ser "música". Era esse, basicamente, o papo dos dois agora.
Novas músicas, ensaios e etc...
Na escola, na Igreja... nos intervalos ou horários de saída, eles paravam nem que fosse apenas por 10 minutinhos pra conversar.
Ele jogava charme... fazia comentários das roupas dela, que era muito vaidosa e adorava usar preto (uma "goticazinha" em potencial? rs).
Ela preferia levar tudo na brincadeira. Sabia que ele era "pegador" e seu coração batia forte demais quando ele estava por perto. Ela se recusava a ser apenas mais uma na lista. Estava determinada a esperar o dia em que ELE tomasse a iniciativa de fato.
Ele levou um amigo da escola pra fazer música com eles na Igreja também. Ela também conhecia esse outro guri de vista e de ver tocar guitarra em outras igrejas. Eles já tinham se falado algumas vezes porque ele era bastante simpático. Ele também era a sensação na escola, mas ela não via graça nenhuma, pra variar, né?
Ah... detalhe, os dois guris eram atletas... o que ajudava a aumentar a visibilidade e popularidade dos dois. Como eu já disse, exatamente como nos filmes e seriados americanos.
A guria, blasé, cagava pra essas coisas... só se aproximou deles por causa da música mesmo.
Apesar do sonho e do coração bater-forte pelo primeiro dos guris citados, ela jamais tomaria a iniciativa de sequer tentar uma amizade com ele.
O tempo foi passando e nenhum grande avanço além do que já foi relatado.
No meio disso tudo, ele terminou o ginásio e foi pra outro colégio. Ela ainda estudava no mesmo lugar, cursando o último ano. Mas os dois não perderam contato por causa da Igreja e do esporte que ele continuava a praticar pela antiga escola.
No início ela não sabia. Mas descobriu quando saiu de uma aula, mais precisamente de Matemática, pra dar uma volta e o viu treinando na quadra.
Perspicaz como era, percebeu que ele a seguiu com o olhar e passou a fazer isso toda segunda-feira no mesmo horário.
Certa vez, ela ouviu falar que ele estava afim de uma menina que estudava no novo colégio. Ela não acreditou! Como assim? Eu aqui o tempo todo e ele vai tomar a iniciativa com outra? Ficou arrasada!!!! Foi uma das primeiras vezes que chorou por causa dele. E ele nem imaginava.
CAPÍTULO 3 - O primeiro beijo
Um dia, um grande evento no Maracanã...
O pai dela estava organizando uma caravana na Igreja.
Ela não decidiu se ía até o último minuto.
O guri comentou que queria ir, mas que talvez a mãe não deixasse (filho único, pais separados poucos anos antes).
Ela com seu pai, o organizador, que não era de dizer não e muito menos se estressar com qualquer coisa e resolveu pedir à mãe do guri que o deixasse ir. Os amigos dele íam ao evento também.
Eles foram juntos no ônibus, mas não trocaram muitas palavras.
Chegando no Maraca, ela acabou ficando no meio da turminha dele, onde estava também o guitarrista amigo dos dois. Procuraram lugar na arquibancada, mas acabaram parando no gramado.
Na turma de amigos, além dele e dela, tinha outros três guris e três gurias. AS TRÊS queriam ficar com ele.
Sol de 40°, uma espera de algumas horas e finalmente o show começa.
As músicas eram as que eles costumavam tocar na Igreja. As que não tocavam, ela conhecia também, porque tinha mais tempo de convivência no meio do que ele. Ela conhecia todas as atrações e explicava pra ele o que ele não tinha ouvido ainda.
Algumas músicas depois do início do show, ele resolveu passar os braços por cima dos ombros dela e deitar a cabeça no ombro da guria... finalmente um beijo... iniciativa calada dele.
Eles ficaram durante o evento... ela muito comedida, ele mais incisivo. O resultado não pareceu ser muito satisfatório. Ela era certinha demais pra ele.
Uma das gurias começou a chorar... nossa protagonista sabia que se tratava de uma das vítimas dele. Mas nada podia fazer. Sentiu pena por ver a outra guria tão vulnerável assim na frente de todo mundo. Ao mesmo tempo se certificou de que ele realmente era galinha... não descartava a tal guria.
CAPÍTULO 4 - Indiferença?
Chegando perto do fim do evento, ele foi frio com ela. Era como se nada tivesse acontecido e não era ela que ía dizer algo, lembra? Mesmo com todo o incômodo do mundo, ela se conteve.
Voltaram juntos no ônibus também. Dessa vez, a única conversa que tiveram foi quando ele comprou uma lata de coca-cola e ofereceu a ela, que recusou.
À essa altura, as outras gurias da Igreja, que não eram amigas dela (pois ela não tinha paciência pra pessoas da mesma idade), já estavam desconfiadas do fato e tentaram absorver algo sem sucesso, já que os dois não deram a menor pista de nada.
Essa foi a segunda vez que ela chorou por ele. Se sentiu apenas mais uma na lista, mas prometeu a si mesma que faria a diferença porque jamais falaria nada com ele sobre isso, nem choraria na frente dele como a outra guria.
O amigo guitarrista apareceu na escola e "botou pilha", ficou dizendo que ela e o guri eram namorados e tal...
Por lá todos já pareciam saber do fato.
As colegas mais próximas dela não acreditavam que ela tinha ficado com ele, já que era tão blasé.
Uma colega de turma, não tão próxima, mas que declarava seu amor dela pelo guri em evidência aos quatro cantos (antes a paixão dela era o guitarrista simpático, mas sem sucesso, a tal guria mudou o alvo e conseguiu um contato infinitamente mais próximo com nosso protagonista), começou a demonstrar ciúmes.
Reclamava com ela: não quero você de papinho com ele não!
Mas ela nada respondia e disfarçava seu interesse. Não queria disputar ninguém. Muito menos se estressar com uma desclassificada daquelas! (...)
A amizade entre os dois seguiu intacta e restrita aos assuntos musicais como sempre.
Ela sequer comentava esses acontecimentos bizarros, tipo a especulação do que aconteceria com os dois depois que ficaram ou as ameaças da a galinha com quem estudava.
CAPÍTULO 5 - Desilusão
Ele trocou sua companheira de conversas, que passou a ser a guria do colégio novo - pra azar da nossa protagonista, a tal guria começou a freqüentar a Igreja também.
Terceira vez que ela chorou por ele. E aí já se tornou um vício.
Repito: ele sequer desconfiava disso.
Um belo/ maldito dia, chegou aos ouvidos dela que ele pediu a tal guria em namoro.
Pronto! O mundo desabou pela primeira vez.
Choro de uma semana...
O namoro era fato. O choro se tornou cada vez mais freqüente.
Ele ía aos ensaios com a namorada; ela chorava quando chegava em casa.
Sempre que os via juntos ou ouvia falar do namoro, ela chegava em casa e caía aos prantos.
Ela já sabia que o tio dele torcia por ela. Toda vez que ele brigava com a namorada e o tio sabia, ela era avisada, tipo: pode ser a sua chance. Mas isso nunca mudou nada. Ela continuava na dela.
Ele sempre jogou charme, apesar de estar namorando. E ela continuava levando na brincadeira, do mesmo modo como lá no princípio.
Numa das vezes que ele terminou com a namorada, inventou um ensaio na casa dele pra ensina-la uma música em inglês. Ele fazia curso e se prontificou a ajuda-la. Ela aceitou muito animada. Estar perto dele era um sonho.
Chegando lá, ele quis seduzi-la, mas ela resistiu ao máximo. Ela estava namorando um outro guri (na realidade pra tentar esquece-lo) e era fiel apesar de não gostar do namorado.
Ela não disse muita coisa, mas tentou faze-lo entender que gostava dele, mas que mesmo assim, não trairia o namorado. Além disso, ela não sabia como ele estava com a namorada...
Conclusão: não houve traição.
Ela saiu de lá horrorizada! Estava totalmente confusa. Sofria pela abordagem dele, de cafajeste.
Ao mesmo tempo se sentia aliviada por não ter caído naquela conversa, não seria mais uma.
Essa situação foi decisiva pra ela terminar o namoro. Não era certo ficar com uma pessoa pra tentar esquecer outra, era impossível.
A namorada do protagonista sentia ciúmes dela, que já tinha percebido isso, mas nunca se aproveitou da situação.
A tal namorada se aproximou dela, na tentativa de inibir qualquer aproximação maior entre os dois. Desnecessário.
O namoro acabou. Aliás, os namoros acabaram. Nosso protagonistas estavam solteiros outra vez e ainda próximos pela música.
Ele tentou seduzi-la outra vez, mas ela já estava preparada e fugiu o mais rápido possível.
Não queria que ele pensasse que ela poderia cair na conversa. Não deixou nem que ele começasse.
Mas ela não sabia que dessa vez, as intenções dele não era só brincar...
Certa vez, ela foi cantar num evento da diretoria da Igreja, num hotel em Copacabana.
Uma mulher que nunca viu na vida, pediu pra falar com ela a sós e fez uma profecia onde a guria devia esperar; seus problemas sentimentais seriam resolvidos.
Ela pensou logo nele! (Até parece que não pensava toda hora, né? rs)
CAPÍTULO 6 - A distância
A avó dele morreu.
Ela foi ao velório e ao enterro, mas não chegou perto dele porque sabia que não tinha o que dizer numa situação dessas.
A ex dele também foi e ficou agarrada nele o tempo inteiro.
Esse episódio na vida dele o sacudiu e ele perdeu um pouco da fé.
Ele saiu da Igreja, largou a música e os dois acabaram perdendo o contato.
Ela terminou o ginásio e mudou de escola, mas não foi pro colégio onde ele estudava.
Ela não quis ir pra lá, já sofria demais com o contato que tinham na Igreja.
Mas agora, sem ele ir à Igreja, o contato se reduziu a zero.
Ela acabou saindo da Igreja também. Bateu desânimo, teve problemas familiares...
Ficaram +ou- um ano sem se ver.
CAPÍTULO 7 - O primeiro reencontro
O tio dele (que também saiu da Igreja) bateu no portão dela: Estamos querendo montar banda outra vez? Quer participar? Vamos ensaiar na casa do meu sobrinho (ele!). Ela aceitou na hora!
O tio perguntou: Vc está namorando? Ela respondeu: Sim.
Puxa! Um ano sem contato e ressurge uma faísca quando ela pensou que poderia te-lo esquecido!
O namorado era carinhoso, agradável, inteligente, bonito... Mas nada disso parecia bastar.
Quando o tio falou que o ensaio seria na casa DELE, o coração dela gelou.
Droga! Ainda gosto dele!
Mais um namoro acabaria.
Voltaram a ensaiar.
No primeiro dia, os sentimentos dela já se mostravam um fardo outra vez.
Ele estava no portão com outra. Ela viu de longe, mas torceu pra ser o outro guitarrista simpático - eles usavam cabelos parecidos.
Mas não, chegou perto e viu que era ele.
Por algum motivo ele se mostrou incomodado quando ela chegou.
Ela entrou, já estavam todos esperando. Ela sempre se atrasava... rs
Ele entrou depois. Ela já estava com vontade de chorar, como sempre. Mas esperou até chegar em casa.
Nos ensaios seguintes, a guria do portão já tinha se transformado em namorada dele.
Nossa protagonista tentava ser simpática, puxar assunto com a namorada, coisa que não costumava fazer.
Mas a namorada não correspondia. Parecia pressentir o que acontecia.
Ela acabou desistindo de ser solícita com a namorada dele. Passou a ignorar a existência do ser ciumento que ali habitava.
E continuava chorando ao chegar em casa.
Os protagonistas trocaram MSN. Mas nunca se falavam por lá.
Ele entrou no pré-vestibular. Os ensaios não puderam continuar.
Mais uma vez, contato zero!
Mais de um ano depois, ele puxou assunto no MSN, coisa que só tinha acontecido uma ou duas vezes até então.
Ela o via on, mas também não falava nada. Ou seja, devia ser a terceira vez que eles se falavam depois de tanto tempo, e apenas por MSN.
Ele falou que queria mostra-la cantando pro pai dele, que estava empresariando um cantor sertanejo.
Indicou uma música pra ela ouvir e aprender... Cantaria com o tal sertanejo*.
À essa altura, apesar de não ter feito curso, ela já cantava em inglês e sem as aulas mal-intencionadas dele.
*Sertanejos adoram duetos português/inglês...
Durante a conversa na internet, ele se mostrou interessado... perguntou se ela estava namorando, insinuou se sentir atraído por ela e disse que o relacionamento com a ciumenta estava quase terminando. Ela tentou aconselha-lo a não terminar, mesmo que por dentro desejasse o contrário, e foi o mais fria possível.
O contato zerou nessa conversa e só alguns meses depois voltaram a se ver.
CAPÍTULO 8 - O segundo reencontro
Numa tarde de sábado, ela estava trancada no quarto, mais precisamente navegando na internet (os amigos de colégio viviam falando que ela só malhava os dedos... que vivia numa redoma e etc... o fato de ela ser caseira e viciada em internet era piada apesar da popularidade dela na turma).
Bem... estava ela em seu quarto quando sua irmã entra e avisa que os amigos guitarristas estavam chamando no portão. Seu coração gelou! Eles aqui? Depois de tanto tempo...?!
Ela foi correndo atende-los.
Era ele e o guitarrista simpático, como sempre. Os dois estavam muito empolgados.
Eles a convidaram pra ensaiar numa banda onde ELES dois haviam sido convidados pra tocar.
Parecia haver uma espécie de pacto não declarado: onde um tocasse, os outros dois estariam também.
Ela aceitou e foi ensaiar com eles no dia seguinte.
Ele, complicado como sempre, se estressou por algum motivo e a participação dos três na tal banda terminou neste único ensaio.
Eles resolveram montar sua própria banda e chegaram a ensaiar algumas vezes, mas não deu certo. Onde moravam, era muito difícil encontrar um músico bom e normal (digo, equilibrado).
Nesse contexto, estava a namorada ciumenta.
Ele jogava charme pra protagonista ainda, e a namorada percebia.
De vez em quando rolavam algumas cenas de ciúme da namorada dele. Mas nossa blasézinha, permanecia discreta.
O único elo que os unia era a música.
O choro foi diminuindo. Ela parecia se conformar com a situação de nunca ter nada com ele.
Mas os ciúmes da namorada dele acabaram afetando a amizade dos dois e por pouco não foi fatal.
Um dia, a namorada entrou no MSN dele se passando pelo próprio e deu uns foras na protagonista, do nada. Ela logo percebeu e conversou numa boa com a ciumenta. Tentou tranquiliza-la... Eles jamais ficariam juntos.
A guria se convenceu e tudo pareceu ficar em paz.
O pai dele resolveu montar uma banda pro cantor sertanejo.
Ele, o filho, organizaria tudo e arrumaria os músicos.
Ela não tocava nenhum instrumento, então estaria fora, certo? Errado!
Lembra do pacto silencioso? Ele arrumou um jeito... ela seria backing vocal.
E assim, ela foi apresentada ao cantor sertanejo que não gostou do desempenho dela no começo - ela era muito tímida, mas acabou tendo que aceita-la na banda.
Ele, nosso guri, começou a se mostrar mais insinuante... interessado.
Disse que tinha terminado o namoro e começou a se fazer notar outra vez.
Ela, que nunca o esqueceu, voltou a estremecer.
Numa tarde de domingo, quase aconteceu um beijo, ele confessou depois.
Ela percebeu apenas que ele estava interessado, hipnotizado, na verdade. E não queria sair dali.
Os dois não queriam.
Mas ela tinha comprado o ingresso mais caro pro show da sua banda preferida. Não podia faltar!
Marcaram um ensaio num feriado, uma terça-feira de janeiro.
Ela nem se embelezou muito não... era apenas um ensaio e fazia um calor infernal!
Ele armou pra ela chegar mais cedo lá: mudou o horário do ensaio e não avisou.
Eles se encontraram na esquina da casa dela e ficaram conversando... Especularam como seria se ficassem juntos e tal...
Ele provocava tudo... conduzia a conversa.
Chamou pra irem à casa dele, onde seria o ensaio, porque o guitarrista simpático estaria chegando por lá.
Ela foi. A mãe dele não estava em casa e ele só falou isso ao chegarem no local.
Ela ficou furiosa, mas era firme o suficiente pra saber que isso não significaria grandes diferenças. Seria apenas a terceira vez que ele tentaria seduzi-la e ela já sabia lidar com isso.
Ele ofereceu sorvete (sabor napolitano), falou da facul que tinha acabado de começar e a conversa fluía...
Num dado momento, ele aproveitou pra perguntar: Se eu te beijasse, você ía me bater?
Ela respondeu: CLARO!
Ele: Por quê?
Ela: Porque eu não te dei permissão pra isso. Vc levaria um bom tapa no rosto.
Discutiram por alguns minutos como isso aconteceria e acabaram entrando num acordo:
Ela o deixaria beijar, e depois ele se permitiria levar um tapa.
Eles se beijaram... foi perfeito pra ela, que percebeu sentir o mesmo frio na barriga e no peito, desde sempre. Seu coração continou a disparar, sinalizando que o que ela sentia não era uma paixãozinha passageira, mas um sentimento sem fim.
Já haviam se passado quase 5 anos desde o sonho, mas o sentimento não morreu. Apenas abrandou-se em certos momentos de distância por motivos óbvios.
Para não perder a credibilidade, ela cumpriu a promessa. E como ele deu uma de esperto tentando se defender, levou três tapas.
THE END.
Essa obra deu origem ao título "Quando o conto-de-fadas vira um pesadelo".
Tá bom... já sei que o mundo não é Jessicocêntrico! E também não pretendo inventar um. Mas escolher título pra blog não é tão simples! E já que esse blog é só MEU e EU vou escrever nele o que EU quiser, então EU considero que esse título tá bom, ok? Hahahahahaha!!! MENTIRA!!! Não é só isso... Leia o real motivo de inspiração do nome para o Blog no meu primeiro post "INAUGURAÇÃO".
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
2009 motivos para ser EMO.
Olá, amiguinhos.
Sumi outra vez porque aconteceu outra coisa ruim.
É isso mesmo, queridos! As coisas sempre podem ficar piores.
A Lei de Murphy é fato!!!
Além da correria habitual e da falta de tempo (não só por causa do estágio e da facul, mas principalmente por morar num sertão "tão-tão distante" e demorar horas viajando pra ir e vir todos os dias), mais uma vez eu me ferrei.
Quer dizer, nesse caso, mais o meu pai, né?
Segunda-feira, 09 de fevereiro - Após um dia de trabalho (estágio), estava eu assistindo minha aula de telejornalismo por volta das 20:00h quando me bateu uma fominha e fui comprar algo.
O que tem de anormal nisso? Nada. Mas lá pelas 20:30h quando professor resolveu encerrar a aula e eu estava saboreando meu suco de laranja, aconteceu o primeiro (eu acho) acidente da noite (5ª sinfonia de Beethoven): eis que derrubo todo o líquido amarelado em mim mesma. (Pelo menos eu tinha desistido de usar calça branca naquele dia e o desastre foi menor num jeans escuro).
Mal-humorada, saí da sala e tentei me limpar/secar e esperar meus amiguinhos (Diedro e Jennie) que costumam pegar o metrô comigo (eles tb moram num "reino tão-tão distante" - mas não o meu).
Levei uns 20 minutos pra sair da UERJ.
Algumas horas depois, quando cheguei no meu sertão, não fui direto pra casa. Passei na casa do Jéssico. Uns amigos estavam lá também, ficamos conversando e tal...
Meu celular tocou, era a minha irmã. Estranho, mas não me assustei. Exceto quando ela insistiu na chamada a cobrar. Peguei o celular de um amigo e liguei de volta. Ela nem me anestesiou, saiu falando: "Jésica, nosso pai tá no Rocha Faria!" (hospital público aqui de CG, leia-se açogueiro).
O desespero me invadiu, pois temos plano de saúde. Logo, se ele tava lá ,ou passou mal na rua ou estava envolvido em algum acidente. Era a segunda opção. Continuei a conversa quase chorando (só de relatar, sinto a angústia outra vez), mas ela não soube me informar nada. Os bombeiros tinham acabado de ligar lá pra casa mandando minha mãe ir vê-lo no hospital.
Minha irmã estava na casa de uma amiga pra distrair a minha sobrinha (4 anos) que começou a chorar quando percebeu que minha mãe estava saindo de casa pra ver meu pai, mas sem poder ir junto.
Pense em alguém que é super gente fina, querido por todos e principalmente pelas filhas (e agora a neta tb): esse é o meu pai (meu "papito").
Os amigos que estavam na casa do Jéssico, e o próprio, viram meu desespero e começaram a tentar me ajudar com possíveis contatos no hospital e em outros hospitais pra onde eu poderia transferir o papito. Obviamente, antes de qualque coisa, essa era a prioridade.
Finalmente consegui falar com minha mãe, mas fiquei mais aflita pq ela não tinha conseguido entrar pra vê-lo. Quando finalmente deixaram, ela pôs ele no telefone pra falar comigo. Ele estava sentindo mtas dores, falava com dificuldade e só sabia dizer que me amava.
Fiquei mais calma ao saber que, apesar de não conseguia sentar por causa das dores, ele sentia as pernas.
Descobri que ele quebrou o braço e improvisaram algo para imobilizá-lo até pôr o gesso. Mammy veio em casa buscar um travesseiro pq ele pediu (que estava na maca pura, sem lençol sem nada... no inox mesmo! - só descobri isso depois).
A minha preocupação eram as tais dores internas que ele tava sentindo, além do braço, claro.
Descobri também que ele seria operado. Pensei que era algo grave, pelas dores internas que ele estava sentindo na região abdominal, mas depois fui informada de que seria o braço.
Ops... não contei como foi o acidente, né?
Ele estava numa van que transporta passageiros. A capacidade era de 15 pessoas, mas haviam 21 (ou seja, 6 estavam em pé).
Meu pai era um desses que estava em pé.
O motorista corria muito e falava ao celular. Papito falou que ainda pensou: "que irresponsável, se acontece alguma coisa!". Não deu outra... o pneu (que estava mais careca que o John Locke de Lost) estourou e o motorista ficou ziguezagueando pela pista em plena Avenida Brasil.
Os passageiros entraram em pânico! Depois disso o papito só lembra de um bando de curiosos em volta e os bombeiros pedindo que ele desse o braço pra tirarem ele da van porque ela viraria outra vez e tinha pessoas abaixo dele pra tirarem de lá.
(A van subiu o canteiro central e capotou, ou não necessariamente nessa mesma ordem, sei lá!).
Fui dormir às 4h da manhã e acordei às 6:30h (o dever de cada dia me chamava).
Minha irmã saiu antes de mim pra levar a chave centro de distribuição (Correios) onde ele trabalha e avisar do acidente. De lá, ela passaria no hospital.
Saí de casa para o estágio como todos os dias. Mas no caminho me deu uma coisa... todos o viram no hospital menos eu.
Minha mãe tinha ido dormir a hora que saí, e eu tava preocupada com a transferência dele.
Conclusão: fui para o hospital.
Saí entrando (sabia que ele estava na "sala vermelha"), consegui vê-lo, e fui expulsa pelos enfermeiros com a mesma facilidade com que entrei.
Liguei pro Jéssico, ele me aconselhou a agilizar o processo de transferência do papito e foi o que eu fiz. Era burocrático demais, mas eu não sairia de lá até conseguir.
Fiquei em cima dos médicos, de quem fosse preciso pra tirar meu papito de lá!
Minha mãe chegou com meus avós... Fiquei feito uma doida correndo de um lado pro outro do hospital, usando os celus da minha mãe (o meu tinha descarregado)... E o Jéssico me ajudando por telefone...
Quando pensei que finalmente tava tudo resolvido, gastei todos os créditos da minha mãe, terminei de gastar o meu (pus o meu chip num dos celus dela), e consegui acabar com 40 unidades no orelhão, mas deu um rolo meu pai ainda tava lá. Acabou! A pior coisa que existe na vida é se sentir impotente.
Tive uma crise de choro, só o Jéssico podia me ajudar (e foi o que fez!) pq eu não tinha mais como entrar em contato com ninguém.
Chorei, chorei mto... com o Jéssico no telefone, com a minha mãe, com o povo do hospital que não sabia me explicar nada...
E meu pai lá esperando naquela maca gelada (agora sei pq ele tremia tanto).
Cheguei no hospital por volta das 8:40h da manhã. Já passava das 14h.
Mas logo (digo, logo depois do meu desespero, né?) a ambulância chegou e eu consegui levar o papito pra outro hospital.
O Jéssico terminou de resolver as coisas pra mim (inclusive ligou pro meu estágio), e foi ele quem arrumou a vaga no tal hospital.
Agora a segunda maratona começou: meu pai passou por todos os exames outra vez.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas!
Outro susto: suspeita de derrame pleural. Falei só pra minha mãe e ficamos aguardando o resultado dos exames.
Graças a Deus não era nada!
Tiraram o gesso do braço do meu pai (não era nem pra ter posto, já que ele operaria). Ele estava com uma parte do osso triturada e precisaria fazer a cirurgia pra colocar uma prótese de titânio.
A operação deveria acontecer no dia seguinte.
Outro detalhe: meu papito estava sem comer há quase 24 horas. A enfermeira estava aguardando a prescrição médica pra levar comida.
Às 18h, finalmente, pude vir pra casa mais tranqüila.
Mas a vida, esta sim, é uma caixinha de surpresas...
Pro meu pai passar pela cirurgia, precisava esperar autorização do plano de saúde pra sei lá o quê.
Eu tive que voltar pra minha rotina, minha irmã começou a resolver essa parte e sofreu tanto quanto eu tinha sofrido no dia anterior.
Conclusão: mais um dia e nada!
Na quinta-feira o médico resolveu fazer a cirurgia e deixar a parte burocrática pra depois.
De fato era uma cirurgia simples, durou +ou- 2 horas e ele ficou consciente logo (td bem que ele não lembra de nada do que falou e muito menos de quem foi visitá-lo nessas primeiras horas do período pós-operatório).
Ficamos na expectativa... talvez ele viesse no dia seguinte pra casa.
Mas não veio.
Sexta-feira faltei uma prova na facul. Estava sem condições nenhuma de fazer, não tinha estudado nada... estava atordoada.
Sábado eu fui vê-lo (desde terça não pude voltar lá).
Ele ainda sentia dores, mas já se sentava e até andava (ainda com certa dificuldade).
Domingo eu passei mal o dia inteiro (febre e dores no corpo) e não pude ir lá.
Segunda, ainda passando mal, fui ao estágio. Pouco antes de sair de casa minha mãe (que passou a noite lá com ele) ligou avisando que o papito já tinha recebido alta.
Faltei a facul pra não chegar tão tarde e ficar um pouquinho com ele antes de dormir.
Hoje fez uma semana que ele tá em casa. Entediado, claro. Mas já anda pelo bairro e tal...
Está com o braço costurado em cima e embaixo (os parafusos são internos).
Ele ainda sente dores na costela, mas eu acredito não ser nada d+ (foi o que os médicos disseram).

Espero que minha cota de acidentes e afins esteja esgotada!
O início do ano não foi nada bom pra mim (passei a noite de cama com dengue, lembram???).
Não tenho nem mais unha no dedão do pé direito (vide post anterior).
A propósito está começando a crescer. Mas não tem nem 1 cm ainda. =P
Ok... banho de sal grosso e/ou sessão do descarrego são bem-vindos sim.
"E aí galera, tudo mais ou menos?"
Zeca Pimenteira veio me visitar e eu não sei. Huahuahua
Sumi outra vez porque aconteceu outra coisa ruim.
É isso mesmo, queridos! As coisas sempre podem ficar piores.
A Lei de Murphy é fato!!!
Além da correria habitual e da falta de tempo (não só por causa do estágio e da facul, mas principalmente por morar num sertão "tão-tão distante" e demorar horas viajando pra ir e vir todos os dias), mais uma vez eu me ferrei.
Quer dizer, nesse caso, mais o meu pai, né?
Segunda-feira, 09 de fevereiro - Após um dia de trabalho (estágio), estava eu assistindo minha aula de telejornalismo por volta das 20:00h quando me bateu uma fominha e fui comprar algo.
O que tem de anormal nisso? Nada. Mas lá pelas 20:30h quando professor resolveu encerrar a aula e eu estava saboreando meu suco de laranja, aconteceu o primeiro (eu acho) acidente da noite (5ª sinfonia de Beethoven): eis que derrubo todo o líquido amarelado em mim mesma. (Pelo menos eu tinha desistido de usar calça branca naquele dia e o desastre foi menor num jeans escuro).
Mal-humorada, saí da sala e tentei me limpar/secar e esperar meus amiguinhos (Diedro e Jennie) que costumam pegar o metrô comigo (eles tb moram num "reino tão-tão distante" - mas não o meu).
Levei uns 20 minutos pra sair da UERJ.
Algumas horas depois, quando cheguei no meu sertão, não fui direto pra casa. Passei na casa do Jéssico. Uns amigos estavam lá também, ficamos conversando e tal...
Meu celular tocou, era a minha irmã. Estranho, mas não me assustei. Exceto quando ela insistiu na chamada a cobrar. Peguei o celular de um amigo e liguei de volta. Ela nem me anestesiou, saiu falando: "Jésica, nosso pai tá no Rocha Faria!" (hospital público aqui de CG, leia-se açogueiro).
O desespero me invadiu, pois temos plano de saúde. Logo, se ele tava lá ,ou passou mal na rua ou estava envolvido em algum acidente. Era a segunda opção. Continuei a conversa quase chorando (só de relatar, sinto a angústia outra vez), mas ela não soube me informar nada. Os bombeiros tinham acabado de ligar lá pra casa mandando minha mãe ir vê-lo no hospital.
Minha irmã estava na casa de uma amiga pra distrair a minha sobrinha (4 anos) que começou a chorar quando percebeu que minha mãe estava saindo de casa pra ver meu pai, mas sem poder ir junto.
Pense em alguém que é super gente fina, querido por todos e principalmente pelas filhas (e agora a neta tb): esse é o meu pai (meu "papito").
Os amigos que estavam na casa do Jéssico, e o próprio, viram meu desespero e começaram a tentar me ajudar com possíveis contatos no hospital e em outros hospitais pra onde eu poderia transferir o papito. Obviamente, antes de qualque coisa, essa era a prioridade.
Finalmente consegui falar com minha mãe, mas fiquei mais aflita pq ela não tinha conseguido entrar pra vê-lo. Quando finalmente deixaram, ela pôs ele no telefone pra falar comigo. Ele estava sentindo mtas dores, falava com dificuldade e só sabia dizer que me amava.
Fiquei mais calma ao saber que, apesar de não conseguia sentar por causa das dores, ele sentia as pernas.
Descobri que ele quebrou o braço e improvisaram algo para imobilizá-lo até pôr o gesso. Mammy veio em casa buscar um travesseiro pq ele pediu (que estava na maca pura, sem lençol sem nada... no inox mesmo! - só descobri isso depois).
A minha preocupação eram as tais dores internas que ele tava sentindo, além do braço, claro.
Descobri também que ele seria operado. Pensei que era algo grave, pelas dores internas que ele estava sentindo na região abdominal, mas depois fui informada de que seria o braço.
Ops... não contei como foi o acidente, né?
Ele estava numa van que transporta passageiros. A capacidade era de 15 pessoas, mas haviam 21 (ou seja, 6 estavam em pé).
Meu pai era um desses que estava em pé.
O motorista corria muito e falava ao celular. Papito falou que ainda pensou: "que irresponsável, se acontece alguma coisa!". Não deu outra... o pneu (que estava mais careca que o John Locke de Lost) estourou e o motorista ficou ziguezagueando pela pista em plena Avenida Brasil.
Os passageiros entraram em pânico! Depois disso o papito só lembra de um bando de curiosos em volta e os bombeiros pedindo que ele desse o braço pra tirarem ele da van porque ela viraria outra vez e tinha pessoas abaixo dele pra tirarem de lá.
(A van subiu o canteiro central e capotou, ou não necessariamente nessa mesma ordem, sei lá!).
Fui dormir às 4h da manhã e acordei às 6:30h (o dever de cada dia me chamava).
Minha irmã saiu antes de mim pra levar a chave centro de distribuição (Correios) onde ele trabalha e avisar do acidente. De lá, ela passaria no hospital.
Saí de casa para o estágio como todos os dias. Mas no caminho me deu uma coisa... todos o viram no hospital menos eu.
Minha mãe tinha ido dormir a hora que saí, e eu tava preocupada com a transferência dele.
Conclusão: fui para o hospital.
Saí entrando (sabia que ele estava na "sala vermelha"), consegui vê-lo, e fui expulsa pelos enfermeiros com a mesma facilidade com que entrei.
Liguei pro Jéssico, ele me aconselhou a agilizar o processo de transferência do papito e foi o que eu fiz. Era burocrático demais, mas eu não sairia de lá até conseguir.
Fiquei em cima dos médicos, de quem fosse preciso pra tirar meu papito de lá!
Minha mãe chegou com meus avós... Fiquei feito uma doida correndo de um lado pro outro do hospital, usando os celus da minha mãe (o meu tinha descarregado)... E o Jéssico me ajudando por telefone...
Quando pensei que finalmente tava tudo resolvido, gastei todos os créditos da minha mãe, terminei de gastar o meu (pus o meu chip num dos celus dela), e consegui acabar com 40 unidades no orelhão, mas deu um rolo meu pai ainda tava lá. Acabou! A pior coisa que existe na vida é se sentir impotente.
Tive uma crise de choro, só o Jéssico podia me ajudar (e foi o que fez!) pq eu não tinha mais como entrar em contato com ninguém.
Chorei, chorei mto... com o Jéssico no telefone, com a minha mãe, com o povo do hospital que não sabia me explicar nada...
E meu pai lá esperando naquela maca gelada (agora sei pq ele tremia tanto).
Cheguei no hospital por volta das 8:40h da manhã. Já passava das 14h.
Mas logo (digo, logo depois do meu desespero, né?) a ambulância chegou e eu consegui levar o papito pra outro hospital.
O Jéssico terminou de resolver as coisas pra mim (inclusive ligou pro meu estágio), e foi ele quem arrumou a vaga no tal hospital.
Agora a segunda maratona começou: meu pai passou por todos os exames outra vez.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas!
Outro susto: suspeita de derrame pleural. Falei só pra minha mãe e ficamos aguardando o resultado dos exames.
Graças a Deus não era nada!
Tiraram o gesso do braço do meu pai (não era nem pra ter posto, já que ele operaria). Ele estava com uma parte do osso triturada e precisaria fazer a cirurgia pra colocar uma prótese de titânio.
A operação deveria acontecer no dia seguinte.
Outro detalhe: meu papito estava sem comer há quase 24 horas. A enfermeira estava aguardando a prescrição médica pra levar comida.
Às 18h, finalmente, pude vir pra casa mais tranqüila.
Mas a vida, esta sim, é uma caixinha de surpresas...
Pro meu pai passar pela cirurgia, precisava esperar autorização do plano de saúde pra sei lá o quê.
Eu tive que voltar pra minha rotina, minha irmã começou a resolver essa parte e sofreu tanto quanto eu tinha sofrido no dia anterior.
Conclusão: mais um dia e nada!
Na quinta-feira o médico resolveu fazer a cirurgia e deixar a parte burocrática pra depois.
De fato era uma cirurgia simples, durou +ou- 2 horas e ele ficou consciente logo (td bem que ele não lembra de nada do que falou e muito menos de quem foi visitá-lo nessas primeiras horas do período pós-operatório).
Ficamos na expectativa... talvez ele viesse no dia seguinte pra casa.
Mas não veio.
Sexta-feira faltei uma prova na facul. Estava sem condições nenhuma de fazer, não tinha estudado nada... estava atordoada.
Sábado eu fui vê-lo (desde terça não pude voltar lá).
Ele ainda sentia dores, mas já se sentava e até andava (ainda com certa dificuldade).
Domingo eu passei mal o dia inteiro (febre e dores no corpo) e não pude ir lá.
Segunda, ainda passando mal, fui ao estágio. Pouco antes de sair de casa minha mãe (que passou a noite lá com ele) ligou avisando que o papito já tinha recebido alta.
Faltei a facul pra não chegar tão tarde e ficar um pouquinho com ele antes de dormir.
Hoje fez uma semana que ele tá em casa. Entediado, claro. Mas já anda pelo bairro e tal...
Está com o braço costurado em cima e embaixo (os parafusos são internos).
Ele ainda sente dores na costela, mas eu acredito não ser nada d+ (foi o que os médicos disseram).
Espero que minha cota de acidentes e afins esteja esgotada!
O início do ano não foi nada bom pra mim (passei a noite de cama com dengue, lembram???).
Não tenho nem mais unha no dedão do pé direito (vide post anterior).
A propósito está começando a crescer. Mas não tem nem 1 cm ainda. =P
Ok... banho de sal grosso e/ou sessão do descarrego são bem-vindos sim.
"E aí galera, tudo mais ou menos?"
Zeca Pimenteira veio me visitar e eu não sei. Huahuahua
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Era uma vez uma unha...
Olá, amiguinhos.
O blog tava paradão, né? Não era o que eu queria.
Mas aconteceram muitas coisas entre polêmicas e intrigas...
Hum... ficou parecendo propaganda do BBB, né? Credo!!!
Deixa pra lá!
O que importa é que realmente as coisas se complicaram, além da minha intensa rotina diária.
Bem... eu pensei em muitos temas para posts futuros.
Só que não posso pôr em prática sem antes contar o acontecimento da semana (que inspirou o título).
Quarta-feira passada (04/02), estava eu indo para o meu estágio no confortável ônibus de ar condicionado e poltrona reclinável (com a desconfortável tarifa de R$ 7,00) quando, já na hora de descer (depois de mais de uma hora de viagem) sofri um acidente, ou melhor, "sofreram" pra mim.
Acontece que esses luxuosos ônibus não têm lugar pra segurar quando você tá em pé... fica uma coisa meio corda-bamba... a vulnerabilidade é grande. A única opção, não mto segura, é se segurar no bagageiro... e foi o que eu fiz. Modéstia à parte, pego esse ônibus há quase um ano e já tô treinada, acostumada com os balanços e arrancos mais bizarros. Portanto, não fosse o ser "quase idoso" e acima do peso em pé atrás de mim (na Uruguaiana sempre desce muita gente), o acidente não ocorreria.
Vamos aos fatos: o filho da #*%@ do motorista freou bruscamente (sabe lá Deus por que motivo) e o tal "quase-idoso-acima-do-peso" me atropelou... foi caindo por cima de mim. Eu, tentando não atropelar o ser gigante (mas não acima do peso) que tava na minha frente, fiz um movimento, aliás vários (com pernas e braços). Na hora, senti meu dedão do pé doer intensamente. Fui verificar o estado do meu pezinho quando percebi que eu estava já praticamente sem a unha... tava toda levantada já, afastada da carne. Fiquei muito nervosa, doida pra matar o idiota que caiu por cima de mim e/ou o motorista do ônibus. Mas já tava em cima da hora da minha entrada no estágio e resolvi não me estressar ainda mais. Fui andando, já mancando, pro meu local de trabalho.
Chegando lá, relatei o acontecido e o meu superior direto fez um curativo pra isolar o local, mas já me preparando pro que ocorreria depois: teria que arrancar a unha.
Fui dispensada pra caçar um médico e foi o que eu fiz. Ah... claro, a essa altura eu já tinha ligado pro meu pai e pro meu namorado relatando o acontecido.
Chegando na clínica aqui em CG (Big Field - sertão do RJ), fui atendida por um cirurgião que aplicou anestesia e arrancou minha unha. A anestesia doeu d+ e o médico disso que seria melhor ter arrancado direto, pq a dor seria menor. Mas ele nem ensaiou propor isso antes pq eu tava mto nervosa. Ele enfaixou o meu pé todo e disse que eu teria de ficar 48h com o pezinho pra cima. Entediante, né? Mas fazer o quê?
Depois de passado o efeito da anestesia, meu dedo voltou a doer biazarramente. Mas tomei o remédio que ele receitou pra controlar isso.
Sexta-feira voltei pra minha pesada rotina diária de estágio + facul. Ainda sentia umas fisgadas no dedo, mas nada comparado à "dor-mor".
Sábado, finalmente pude tirar toda aquela parafernália do meu pezinho e fazer curativo novo, ou melhor, mammy foi quem fez isso.
Hoje, já não manco mais e as dor é quase nula... (Parece até propaganda do "cogumelo do sol" ou bizarrices do gênero, né?).
Que ironia do destino! Eu quase sempre estou de sapatinho fechado (adoro as sapatilhas da Melissa). Mas na quarta-feira, com o calor danado que anda fazendo eu pensei: 'vou dar um descanso pros meus pés'. Acabou que quem ganhou descanso eterno foi a minha unha. =P
Por hoje é só.
Durante o tempo que fiquei sem postar aqui, eu já discuti e me reconciliei umas mil vezes com uma mesma pessoa ("o amor é feio!", já diziam os Tribalistas), já furei com meus amigos(as), fui numa choppada péssima (a organização que me perdoe, mas o DJ era uma merda e o lugar além de pequeno era um forno - uma sauna propriamente dita!), senti a dor do arrependimento, voltei a ensaiar com o Coral, fui "indelicada" com algumas pessoas, etc...
Ah... dou um prêmio pra quem acertar quantas vezes aparecem palavras com o radical "bizarr" neste post (e não vale voltar no texto pra contar... rs).
sábado, 17 de janeiro de 2009
Autobiografia - Saudosismos... (Credo! Pareço uma velha!)
Olá, queridos amiguinhos.
Prólogo:
A intenção não era essa, mas ao terminar esse texto, percebi que ficou muito grande e no estilo "minha vida, minha história". Além disso, a influência da leitura sagrada de "Peristálticos", também é clara. Kkkkkkkkkkkkkk
Quando planejei este post, há pouco mais de uma semana, eu tinha em mente as coisas na minha vida que foram marcantes (coisas bobas) e que eu lembro com muito carinho e sinto falta.
Introdução:
Só que a vida, esta sim é uma caixinha de surpresas. Acabou acontecendo uma coisa essa semana (mais precisamente segunda-feira à noite) que tomou os meus pensamentos e as minhas conversas com as amigas mais chegadas.
Passei a noite acordada no msn com a Li tentando me acalmar.
Tô com a mente muito confusa agora. Porque outros saudosismos me tomaram por completo. Mas como prometi, vou falar dos saudosismos de toda uma vida de 22 anos.
Capítulo 1:
Infância
Da infância acho que não vale muito a pena falar. Já que as boas lembranças dessa época costumam ser padrão para a maioria dos seres humanos normais.
Aliás, vale por uma coisa: a música.
Sempre cantei, desde criança, não lembro exatamente quando comecei, mas tínhamos um microfone vagabundo aqui em casa e meu pai gravava fitas k7 (coisa antiga... aff) onde eu cantava por cima dos discos em nosso famigerado aparelho de som 3 em 1 (se vc tem menos de 20 anos, consultar o Google).
Ok... confesso que minha "professora dos vinis" não era alguém com quem qualquer pessoa em plena sanidade normal tomaria aulas de canto: ela mesma, a Xuxa. Está provado: até uma criança de 3 anos (sei lá... talvez eu tivesse menos que isso ainda) canta melhor que ela.
E isso foi muito cedo mesmo. Tenho a impressão de que mal aprendi a falar, começamos com as gravações.
Mais tarde, descoberto e consolidado o fato de que eu sabia cantar, não parei mais. Era na Igreja, em aniversários de 15 anos, casamentos (soa bizarro, mas é fato!)... e o que eu sinto falta dessa época é que eu causava mais sensações que hj, obviamente por se tratar de uma criança. E o melhor disso, eu não tinha uma voz chata, infantil, e cantava música de adultos sempre. Ou seja, isso dobrava a admiração que as pessoas tinham pelo meu "eu cantora". Tá... eu era uma criança chata que falava (e cantava) como adulto. Pronto, falei!!!
Capítulo 2:
Adolescência
Outra época muito boa da minha vida foi na passagem pra adolescência, sempre com pessoas mais velhas ao meu redor, pra variar.
Eu explico: minha mãe fez teste pra locutora numa rádio comunitária e passou. Ela era boa nisso. Mas meu pai sempre gostou de rádio e entrou na onda tb. Ele tb era bom nisso, mas diferente da minha mãe, ele se atrapalhava um bocado (pra ele não dava certo operar o áudio e falar ao mesmo tempo) e fazia piada disso (meio que em estilo Pânico, mas bem disfarçado e comportado).
O que os meus pais e essa onda de rádio pirata tem a ver com o meu saudosismo??? Tudo!
Porque eu tb me apaixonei e queria muito estar dentro da parada.
Problema: eu tinha 12 anos. Obviamente que os donos da rádio não davam nada por mim. Mas vendo a minha empolgação, me prometeram um programa infantil.
Graças a um colega locutor (tinha muita gente mais velha que eu e mais nova que meus pais lá... rs. Então a rapaziada virou amiga da família) que tava com preguiça de operar o áudio em seu próprio programa, eu acabei entrando no ar.
Quando me ouviram, não acreditaram: eu não tinha voz de uma garota de 12 anos. Ganhei um programa, mas não o tal infantil. Repito: eu era a chata que falava como adulto. Huahuahuahua!
Eu aprendi a gravar anúncios comerciais, a fazer vinhetas e etc...
O mais legal é que as condições eram hiper precárias, então gravávamos tudo isso na tal fitinha k7 com cortes manuais.
Nosso "arsenal" era composto por: uma mesinha de som com 8 ou 10 canais, dois aparelhos de cd, dois aparelhos de (aff) fita k7 e dois microfones.
Essa época me traz boas lembranças porque eu conhecia e gostava de todo mundo lá na rádio.
Matava aula pra ficar lá, passava o dia acompanhando de perto a programação. (Crianças não façam isso. Embora eu não tenha ficado reprovada, por pouco, já que minhas faltas eram muitas, alguns professores achavam que eu não gostava deles.)
A rádio era como uma grande família. Conheci pessoas super legais na época, viraram amigos da minha família, eu até atuei de cupido pra um guri amigo de lá. Mas, infelizmente, a vida, por um motivo ou outro, acabou afastando. Durou tempo suficiente pra eu aproveitar. E sempre cantando, é claro!
Capítulo 3:
Música e fim da adolescência
Passado os 2 anos de convívio com o mundo radiofônico, voltei a mergulhar na música. Não como devia, porque uma ser vivente de um sub-bairro em Campo Grande (sertão do RJ) não pode esperar muito em oportunidades, né?
Mas voltando ao relato: aproximei-me de dois guris que conhecia de vista (seres viventes do sub-bairro em questão) porque eles me queriam, quero dizer, queriam a minha voz.
Tocamos juntos (música!) entre 1999 e 2000 ou 2001, eu acho. Depois perdemos contato (apesar de morar perto) e voltamos com novos projetos (eles eram guitarristas. Se uma banda precisasse de guitarrista, eles arrumariam um jeito de me enfiar - na banda em questão!). No final de 2003, eu tive um aborrecimento sério com um dos dois e parecia que "a parada ía babar".
Início de 2004: eu precisaria de um post só pra falar disso.
Mas, resumindo, lembra daquele lance dos meus amigos guitarristas quererem me colocar na banda que surgisse? Então...
O pai de um deles era empresário (sim, o sertão de Campo Grande não é tão sertão assim) de um cantor sertanejo (droga! retiro o que eu disse) que estava desamparado após sua dupla ("o dono da bola") voltar para sua terra de origem antes que as chuvas detonassem tudo (sim, estou falando de Joinville - SC)
. Nessa mesma época, os dois guitarristas, um tecladista e eu (sempre falta baterista, oh dificuldade!) estávamos tentando montar uma banda de rock... eles me fizeram cantar Evanescence e tal...
O pai empresário viu, e teve uma idéia: uma banda pro cantor sertanejo. Só que, a priori, eu estaria fora, né?
Não é difícil de entender: cantor já tinha, só precisavam de músicos e eu não toco nem triângulo!
Foi aí que o filhote do empresário (um dos meus guitarristas), cumprindo seu juramento de jamais me deixar de fora de onde quer fosse ouvida uma nota musical, teve outa idéia: eu seria backing vocal do sertanejo, já que ele estava sem dupla. Ironicamente, esse guitarrista, filho do empresário é o mesmo com quem me aborreci seriamente meses antes. Depois disso, só com novo post...
Retomando: Como sempre, eu era a mais nova naquele ambiente.
Vivi os tempos mais contradotórios da minha vida... convivendo com pessoas e coisas que nunca imaginei. Descobrindo o quanto o ser humano é complexo. Meus amigos de banda (e quase toda a torcida do flamengo) me achavam o máximo cantando. O empresário (flamenguista) e o cantor me achavam uma merda.
Tive que lutar bastante pra provar o contrário e não consegui. A sorte é que eu era bonitinha e isso era bom pro visual em palco. Além disso, trabalhava com a esposa do empresário (em outro empreendimento dele. Ele era legal, criamos amizade e o casal entendia o meu cansaço dos shows).
Só quando eu dei uma saída da banda por problemas diversos e eles tiveram que procurar outra backing, é que perceberam que eu não era a merda que eles pensavam.
Depois disso, nunca mais subi num palco pra valer.
Tentei outros projetos que não consegui sustentar por causa da falta de tempo.
Entrei na facul e já fazia estágio desde o 1º período (na época no saudoso LV - TV UERJ).
Agora, de teimosa que sou, faço parte de um Coral que já citei em posts anteriores.
*Lugares onde já cantei, (desde pirralha, mesmo que uma música só, um show com o sertanejo, ou sem ele):
Lona Cultural Elza Osbourne (Campo Grande); churrascarias (em Campo Grande tb, mas não lembro os nomes); Rádio Globo (venci um concurso de karaokê); Focus Night Show; Bar do Fausto; Bar Pressão no Chopp; Festa Junina no Supermercado Extra (Santa Cruz); outros lugares tipo Paraty, Além Paraíba, Itaboraí; Expo Mangaratiba; alguma festa grande em Itaguaí (não lembro se era Expo tb); algum Hotel em Copacabana (acho que o nome era Atlântico); Clube da Michelin (baile de gala); Teatro Municipal de Criciúma - SC (um ano antes da enchente); Teatro Municipal de Reconquista, Santa Fé - Argentina; e Museu de San Francisco, Córdoba - Argentina.
Certamente esqueci algum lugar importante. =P
Considerações finais:
Como eu disse, o início do ano de 2004 foi marcante pra mim, além da banda. Aliás não só 2004, mas os anos que se sucederam. E a UERJ faz parte disso (2006), não só porque está temporalmente dentro dessa fase, mas por outros motivos que, como eu já disse, só um novo post gigante pra explicar. E isso tudo tem a ver com a noite terrível de segunda-feira. Isso tudo tem a ver com tudo. Até com a minha adolescência e etc... Mas isso aqui NÃO é uma autobiografia, embora pareça e esteja diretamente ligado ao saudosismo atual (diferente do que me fez prometer esse post há uma semana).
PS: Minha falta de tempo atrapalha até nisso. Tô atrasada no blog... o texto é um, o pensamento é outro. Prometo não prometer (confuso, mas vc entendeu) mais nenhum post futuro. Assim, se acontecer algo como nessa semana, não preciso adiar meu relato pra cumprir promessas.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Ano Novo??? Cadê???
2009 já chegou??? Sei...
Pra mim, continua tudo muito velho...
Deve ser porque a minha dengue impediu que eu comemorasse a chegada do Ano Novo.
Ou será porque eu continuo no 5º período da facul, assistindo aulas que começaram no segundo semestre do ano passado?
Hum... pode ser o atraso da chegada do verão propriamente dito, já que choveu durante quase toda a primeira semana de janeiro.
Já sei! É porque a minha rotina continua exatamente a mesma, estágio + facul.
Temporada de férias? Que nada! Isso eu tive ano passado até meados de fevereiro, quando o ócio era absoluto, amigo íntimo do tédio.
Ah... eu dei entrada na minha carteira de motorista em dezembro e ainda não consegui ir fazer os exames oftalmológico e psicotécnico.
Pode ser também porque eu não consegui mudar muita coisa... continuo com os mesmos problemas mal-resolvidos, os mesmos questionamentos, as mesmas ambições...
Tá bom, eu admito... fatores externos mostram que o ano novo chegou sim.
Como por exemplo a posse do novo prefeito de nossa cidade, a iminência da chegada de Barak Obama ao poder do império norte-americano (que clichê!... ele assume a presidência no próximo dia 20), a reforma ortográfica e as dificuldades (além dos contar os gastos exorbitantes) de quem vai tirar carteira de motorista agora, o festival nacional de filmes exibidos no outro império (a Rede Globo), etc.
Hum... Ok!
Isso não tem grande relevância no mundo jessicocêntrico (o de verdade; não tô falando do blog), logo...
Up!
Próximo tema: saudosismos.
Xoxo,
Barbie Girl.
Huahuahuahuahua!
Pra mim, continua tudo muito velho...
Deve ser porque a minha dengue impediu que eu comemorasse a chegada do Ano Novo.
Ou será porque eu continuo no 5º período da facul, assistindo aulas que começaram no segundo semestre do ano passado?
Hum... pode ser o atraso da chegada do verão propriamente dito, já que choveu durante quase toda a primeira semana de janeiro.
Já sei! É porque a minha rotina continua exatamente a mesma, estágio + facul.
Temporada de férias? Que nada! Isso eu tive ano passado até meados de fevereiro, quando o ócio era absoluto, amigo íntimo do tédio.
Ah... eu dei entrada na minha carteira de motorista em dezembro e ainda não consegui ir fazer os exames oftalmológico e psicotécnico.
Pode ser também porque eu não consegui mudar muita coisa... continuo com os mesmos problemas mal-resolvidos, os mesmos questionamentos, as mesmas ambições...
Tá bom, eu admito... fatores externos mostram que o ano novo chegou sim.
Como por exemplo a posse do novo prefeito de nossa cidade, a iminência da chegada de Barak Obama ao poder do império norte-americano (que clichê!... ele assume a presidência no próximo dia 20), a reforma ortográfica e as dificuldades (além dos contar os gastos exorbitantes) de quem vai tirar carteira de motorista agora, o festival nacional de filmes exibidos no outro império (a Rede Globo), etc.
Hum... Ok!
Isso não tem grande relevância no mundo jessicocêntrico (o de verdade; não tô falando do blog), logo...
Up!
Próximo tema: saudosismos.
Xoxo,
Barbie Girl.
Huahuahuahuahua!
sábado, 3 de janeiro de 2009
Festas de Fim de Ano???
Pois é, amiguinhos.
Eu tanto falei, tanto esperei, e nada!
É isso mesmo que vc está lendo.
Desde o dia 23 me sinto febril (sem poesias... literalmente), com dores no corpo e tonturas. Ou seja, eu adoeci bem na véspera de Natal.Passei meus últimos dias deitada na minha cama.
Nada de guloseimas, nada de festejar...
Só Paracetamol, consultas ao médico, agulhas (hemogramas, soro, remédio na veia...) e coisas desagradáveis do tipo.
Eu mal conseguia comer... tudo tinha gosto ruim. Mas eu bem que tentava. E é claro que, com o diagnóstico de Dengue, pelo menos ingeri bastante líquido (água e sucos naturais sem açúcar - pq eu não estava suportando nem isso).
Nem preciso dizer que estou mais magra, mais branca e com os olhos mais fundos que o normal.
Vi meus planos de fim de ano virarem pó diante dos meus olhos...
A cantata que eu participaria na noite do dia 25 na Igreja do maestro (para reforçar outro coral dele), a visita aos amigos, a viagem breve no fim do ano (Rio das Ostras - só pra não passar a virada em casa, já que teria que voltar pro estágio no dia 02).
Nada disso aconteceu. Passei o recesso em casa sem fazer nada, mas sem descansar - apesar de deitada (eu não suportava mais ser eu... estar naquele corpo doente), sem dormir direito (as dores e a febre não me permitiam ter uma noite de sono decente)... Até tomar banho era um suplício (nunca pensei que fosse dizer isso nessa vida!).
Dia 31, pela primeira vez, passei dentro de casa (literalmente).
Estava sozinha no momento da virada, assistindo televisão. Deprimente!!!
Mas eu não chorei (já tinha feito isso durante o dia), não me senti abandonada... Tinha gente me ligando e mandando mensagens toda hora (durante todos esses dias) pra saber como eu estava. Recebi a visita de amigos casuais, que nem costumam vir aqui. Souberam que eu estava doente e resolveram me ver... fiquei feliz por isso.
Minha irmã ligou exatamente à meia noite pra desejar Feliz Ano Novo, apesar de estar apenas a uns metros de distância (no terrraço com nossa família).
Tirando esse desconforto de ficar doente justo na última semana do ano, o balanço de 2008 é positivo:
*Tive uma aproximação com meus primos que foi muito significativa. Passamos o Carnaval juntos e eles foram muito atenciosos, mais do que eu esperava. Isso marcou nosso relacionamento.
*Fiz estágio numa emissora de TV e apesar dos perrengues, foi enriquecedor. Além das pessoas maravilhosas que conheci lá.
*Quando meu limite de resitência chegou, consegui outro estágio mais tranqüilo, com um salário melhor e até consegui engordar uns quilinhos (recuperando o que tinha perdido desde os tempos do vestibular).
*Ganhei um ovo de páscoa gicangesco!!! Passei meses comendo...
*Sobrevivi ao 4º período da facul.
*Tive 3 comemorações de aniversário.
*Saí mais com o povo da facul.
*Furei menos com minha amiga Eliz.
*Vi mais minhas amigas Andréa e Vivian.
*Li muito menos livros do que gostaria. Fora os que comprei e ainda nem sei quando começarei a ler.
*Fui ao Maracanã (algumas vezes, como sempre), mas em uma delas assisti um jogo do Flamengo de camarote (papito ganhou ingressos numa promoção da Rádio Globo).
*Viajei para a Argentina (Reconquista - Santa Fé) em turnê com o Coral Ecos Sonoros (onde canto há 1 ano e 4 meses). - PS: Andei de avião pela primeira vez. Ah... comprei alfajores lá, claro!
*Comi choclate belga; comi chocolate húngaro (colegas de trabalho trouxeram de viagem).
*Resolvi criar este blog.
*Fui ao Show da Madonna no Maracanã. Arrumei os ingressos 3 dias antes e fui com 2 amigas uerjianas que estudam Jornalismo comigo.
*Enfrentei uma greve de 2 meses e por isso ainda estou cursando o 5º período da facul = assistir aulas quando todas as outras pessoas normais estão de férias.
*Pintei meu cabelo de preto mesmo (o máximo que escureci antes foi com castanho escuro).
*E, por último, tive dengue, claro!
Isso é tudo o que eu me lembro. E acho que foi o mais importante.
Espero que 2009 seja ainda mais agradável e mais produtivo que 2008.
FELIZ ANO NOVO pra todos!!!
domingo, 21 de dezembro de 2008
MERCHAN...
"O Natal vem vindo; vem vindo o Natal..."
Hum... não vejo a hora!!!
Estou muito feliz apesar de todo o desgaste físico.
Afinal, dar conta de estágio, facul (tudo longe de casa), coral de outra facul (que não estudo, mas canto assim mesmo... rs), curso de inglês, outro coral (apenas como participação especial na cantata de Natal)... isso sem contar as coisas normais do dia-a-dia e os amigos, né?
Ah... E vivendo o revés da semana passada, hoje meu blog foi elogiado. Huahuahuahua!
No balanço geral, 2008 foi um ano muito bom, muito interessante... cheinho de histórias e experiências novas.
E ainda não acabou... faltam 10 dias!!! Muita coisa ainda pode acontecer.
Tô disfarçando aqui com toda essa conversa mole, mas o real motivo do meu post é pedir aos amiguinhos leitores que acessem o vídeo do Coral Econos Sonoros (o tal da facul que sou intrusa) no site da GLOBO.
Enviamos nosso vídeo pra campanha "A festa é sua".
Pra ir ao ar, precisa estar entre os mais assistidos, então, por favor, assista o vídeo no link: http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM937659-7822-A+FESTA+E+SUA+DAVID+JOAQUIM+DE+SOUZA+RJ,00.html
Segue abaixo, só pra assegurar que não é virus:
SIM, ESSA QUE DÁ O AGUDO FINAL SOU EU.
Hum... não vejo a hora!!!
Estou muito feliz apesar de todo o desgaste físico.
Afinal, dar conta de estágio, facul (tudo longe de casa), coral de outra facul (que não estudo, mas canto assim mesmo... rs), curso de inglês, outro coral (apenas como participação especial na cantata de Natal)... isso sem contar as coisas normais do dia-a-dia e os amigos, né?
Ah... E vivendo o revés da semana passada, hoje meu blog foi elogiado. Huahuahuahua!
No balanço geral, 2008 foi um ano muito bom, muito interessante... cheinho de histórias e experiências novas.
E ainda não acabou... faltam 10 dias!!! Muita coisa ainda pode acontecer.
Tô disfarçando aqui com toda essa conversa mole, mas o real motivo do meu post é pedir aos amiguinhos leitores que acessem o vídeo do Coral Econos Sonoros (o tal da facul que sou intrusa) no site da GLOBO.
Enviamos nosso vídeo pra campanha "A festa é sua".
Pra ir ao ar, precisa estar entre os mais assistidos, então, por favor, assista o vídeo no link: http://video.globo.com/Videos/Player/Ent
Segue abaixo, só pra assegurar que não é virus:
SIM, ESSA QUE DÁ O AGUDO FINAL SOU EU.
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